Monthly Archives: Fevereiro 2011

Meu ambiente de trabalho em 7 itens

Já estou meio ‘out’ postando isso só agora, mas enfim… 😛

O Tarsis Azevedo me passou a bola, então lá vai!

Tô usando o modelo que vi no blog do Rodrigo Manhães e que foi um que eu gostei e aliás, percebi que temos um ambiente parecido (se isso fosse sinal de conhecimento parecido eu tava feita… hahaha)

Sistema Operacional

Uso o Ubuntu e sou feliz (since 8.04). Estou com a versão 10.04 e aguardando para migrar para 11.04 no meu computador pessoal. No trabalho, onde eu tenho que usar Windows XP, eu estou o tempo todo com o Ubuntu 10.10 ligado na VMWare (aliás, o meu post anterior falava sobre máquinas virtuais).

Para edição de imagem em vários casos e com bem menos frequência, algumas de vídeo, na minha máquina, eu uso Windows 7 (que atire a primeira pedra…)

Editor

– Eclipse Helios para Java (apesar de ter feito pouca coisa em Java, mas atualmente estou envolvida em um projeto para a pós graduação)
– GEdit – com os imprescindíveis gedit-plugins, gmate e Batraquio – para Python, Ruby, JavaScript, HTML, CSS, LaTeX etc.

Terminal

– A fonte que uso é a Monaco que eu também invejava no Mac (rsrs) e um pouco de transparência. Tenho ainda alguns itens interessantes: mostrar informações do Git em caso de o diretório atual ser um repositório; mostrar a versão e a gemset do RVM atuais, caso exista alguma; e o Python virtual do virtualenvwrapper, também caso exista.

Tudo isso com um esquema de cores estiloso! Aliás, indico fortemente dar uma olhada no After-format pro Ubuntu! É uma mão na roda e tanto! Grande parte das coisas que estou citando e citarei é possível instalar a partir dele (tudo opcional!)

Browser

Tenho instalados Firefox, Chrome, Opera e Safari, utilizo para validar layouts (vou instalar uma VM Windows pra validar tb no I.E. e ver um monte de problemas e perder um tempão validando pra ele! rs) Firebug e plugins de cor para o Firefox para desenvolver. O Firefox é o navegador que eu uso no dia-a-dia.

Software

Gtalk com vídeo e Yoono(para Twitter), no Firefox. Skype. Para escritório BrOffice3.3 no Windows e no Linux. Para edição de imagens uso Gimp e Corel Draw (Inkscape também pra quebrar galhos, não vamos entrar nesse mérito, mas é incomparável com o Core em muitos aspectos). PhotoFiltre para edições de imagens, pq é simples e leve e com funcionalidades mega úteis (e vai bem no Ubuntu com o Wine!) E o iTunes pra gerenciar as músicas, aplicativos etc, do iPod.

Repositório/Versionamento

Git. Usava também o Subversion no trabalho. Atualmente, só o Git para os meus projetos.

Música

No trabalho, quando ouço, ouço no Grooveshark, baixinho e com fone em um só ouvido pois atendo muito ao telefone. Em casa, ouço no iPod, ligado no dock, não muito alto pra não atrapalhar os vizinhos [que pena ter que me preocupar com isso agora… 😦 ].

Moral da história: faça o seu relato também que ele pode contribuir com idéais para incrementar o ambiente de trabalho alheio! [e antes tarde do que nunca! xD]


Rodando Ubuntu dentro do Windows XP: VirtualBox X VMWare X PortableUbuntu

Pois é… Por diversas circuntâncias, a gente as vezes tem que fazer uma coisa bonita assim 😛

No meu caso, por causa do trabalho, onde todos os terminais são Windows (apesar de os servidores serem Linux). Assim, para poder rodar o meu Ubuntu aqui, experimentei mais problemas do que gostaria… Mas acho que sempre é válido como experiência e aprendizado! Detalho abaixo as opções que encontrei e seus prós e contras.

1) VirtualBox – 2 semanas

Eu pesquisei sobre as Máquinas Virtuais (VMs) free disponíveis e fiquei em dúvida entre a VirtualBox e a VMWare. Fui perguntar aos amigos que desenvolvem e utilizam muito VMs, e a VirtualBox foi muito bem recomendada. Porém, depois descobri, todos eles usavam o Linux como Host. Mas no meu caso, eu precisava usar o Windows XP como Host e o Guest Ubuntu. Tentei várias coisas e mesmo com o máximo de memória alocado, em uma das tentativas (minha máquina do trabalho tem 2Gb) experimentei muitos problemas:

– instalação estressantemente demorada! (mais de 2 horas, sem instalar os recursos adicionais que o Ubuntu 10.10 oferece na instalação)
– resolução de vídeo ruim (máximo 800×600, mas bem ruim!) e aparentemente ‘irresolvível’. Tentei alterar xorg, drivers… Mas nada funcionou.
– para resolver o vídeo fiz tanta coisa que vi nos fóruns da vida (2 dias de tentativas) que no fim não bootava mais pela interface gráfica (eu sei que foi n00bisse minha parte aqui, mas era: ou dá certo ou desinstalo).

Não desisti! Criei uma nova VM, com o máximo de recursos alocados. Funcionou bem (mantendo o problema da resolução e ainda lenta – mesmo com muita memória alocada). Eu iria continuar usando dessa maneira meia boca, só pra não perder tanto tempo instalando outro software e reconfigurando tudo.

Porém ainda limitada assim, durou apenas 5 dias. Um belo dia eu logo no computador e o VirtualBox parou de startar do nada! Simplesmente o programa não funcionava mais… Já tinha perdido tanta configuração, download de atualizações e etc… Que desisti fui procurar uma solução alternativa.

2) Portable Ubuntu– 1 semana

Como outra solução interessante, encontrei o Portable Ubuntu, uma software muito legal que é leve, rápido de instalar e usar, pode ser levado num pen drive! O software apenas emula uma uma barrinha do Ubuntu na tela do seu Windows, de onde você pode rodar todos os programas, instalar pacotes, etc. A idéia é excelente, e para conhecer o Ubuntu e suas aplicações acho que é mais prático até do que o liveCD (que já é extremamente prático)! Tudo muito bom, muito bem… Mas vamos aos problemas:

– a versão do Linux é a 8.04 (bem desatualizada!), possuindo assim repositórios antigos, menos recursos etc.
– para resolver o problema dos repositórios antigos eu adicionei os novos repositórios na mão. Mas ainda muitos programas que traziam facilidades de automatização no download via linha de comando eu perdi e tinha que instalar baixando pacotes, descompactando… Para um ou dois ok, mas foi acontecendo muito ao longo do uso.
– uma solução ruim para a forma intensa (todo dia, por volta de 6 horas, baixando muita coisa pra desenvolver) que eu estava utilizando, por ser, neste caso, visivelmente lenta.

A minha conclusão sobre ele é que é muito legal para experimentar o Ubuntu/Linux, muito legal para usar certas coisas do Linux quando não tiver como instalar (como eu, no trabalho), quando o uso for esporádico. Mas ruim pro meu objetivo, que é usar o Ubuntu para quase tudo (exceto os sistemas da empresa, que são Windows) e usar todo dia.

3) VMWare – prazo indeterminado

Finalmente, após quase 3 semanas de peleja, há cerca de 2 semanas estou no paraíso! Pode não ser a solução para todos, mas se alguém que é usuário Windows me perguntar que máquina virtual deve usar, vou indicar a VMWare. Sem comparação. As vantagens foram gritantes no meu caso:

– Resolução de vídeo detectada automático (até 2720 x 1770! OMG! Que monitor suporta isso? rs)
– Instalação muito rápida (menos de uma hora estava com o Ubuntu pronto pra usar)
– Instalação de hardwares muito simples (o som não funcionava no Ubuntu e eu resolvi em 1 minuto, nada de google!)
– Menor alocação de memória (512 Kb) e funcionamento perfeitão, quase tão rápido quanto o sistema hospedeiro!

Observações:

1 – A interface de administração “VM Ware Server Home Page” não funciona em navegadores, é preciso usar o Internet Explorer (rsrs).

2 – Mesmo no IE, se tiver problemas de acesso, provavelmente esse link irá ajudar.

3 – Tenha cuidado ao adicionar a chave de licença! Problemas são relatados aqui. Eu tive problemas com isso, pois não coloquei a chave no momento da instalação e só consegui resolver desinstalando, removendo a chave e reinstalando (informando a chave na instalação).

4 – As chaves são gratuitas e você pode pedir até 100, tanto para hospedeiros Linux quanto Windows.

Fico por aqui. Sem querer induzir ninguém a nada, isso é só um relato de experiência, ‘aconteceu comigo’ e acho que pode ser útil…


%d bloggers like this: